BRASIL: IGUALDADE, ONDE ESTÁS?
Era uma vez...
Um Severino, que como tantos outros, não sabia por onde ir, pois por todos os lugares onde passava, só presenciava a morte. Mesmo assim - apesar de ter chegado a pensar em pôr um fim a sua vida, em muitos momentos em que sentia-se inundado pelo rio da fome - seguiu em frente, buscando fugir da Vida Severina que o perseguia e também da Morte Severina, que insistia em levá-lo antes dos trinta.
Persistente, apesar da fraqueza física provocada pela fome e pela sede, Severino resolveu seguir o Rio Capibaribe para chegar até um lugar onde sua vida pudesse ser prolongada.
Certa manhã, já no extremo da canseira, viu um homem aproximar-se dele. Pensou estar tendo visões. Mas apressou o passo e, chegando mais perto do homem, perguntou-lhe:
- Por que aqui no Brasil há tanta miséria?
- Não sei, não, seu moço. Deve ser por causa do nosso governo.
- Pois é. Andei muito até chegar aqui e por todos os lugares em que passei só presenciei pobreza, morte e desigualdade entre as pessoas.
- É...Mas nossos governantes nem “dão bolas” para isso.
- Estavam os dois a conversar, quando um homem, com ares e roupas de super-herói se aproxima e diz:
- Bom dia, senhores! Estava passando e, sem querer, ouvi o que vocês conversavam. Tive uma ideia!!!
- Qual é a ideia? – Você é mesmo um super-herói?
- Sou sim! Sou o Homem-Brasileiro! Enfrento tudo com a clava forte da justiça!
- E o que você pretende fazer, então?
- Vou reformar nosso Brasil: tirar nossas crianças das ruas, fazer brotar alimentos na mesa dos pobres e organizar nossas cidades para que todas sejam limpas e com toda a infraestrutura necessária.
- Ah! Isso vai ser impossível! Nosso governo “tá nem aí” para esses problemas do nosso Brasil!
- Nada é impossível, quando não se teme nem a própria morte! Quando se luta pelos nossos sonhos! Por aquilo que acreditamos ser o mais justo!
Dizendo isso, o Homem-Brasileiro saiu voando, sem dar mais satisfações a nenhum dos dois, que ficaram boquiabertos olhando a cena.
Passado o espanto, os dois se olharam e chegaram à seguinte conclusão:
- É, nosso super-herói está certo! Mas ele não pode fazer tudo sozinho!
- Isso é verdade. Não adianta cantarmos as mil maravilhas do nosso País, no Hino Nacional Brasileiro, se a realidade é outra.
- Sim, vamos em frente! Vamos contagiar outros brasileiros para que lutem conosco, com braços fortes e cheios de amor e de esperança, pela igualdade de norte a sul do nosso Brasil.
- Graças a esse Homem-Brasileiro, nosso País ainda não virou província de outras terras novamente, como no princípio da História!Endiele / Lucielly / Thábata – 8ª Série/Turma 83-2011)
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