EM BUSCA DA FELICIDADE
Depois de muitos dias de caminhada, Severino Retirante chega a um lugar onde todas as pessoas estavam muito bem vestidas, com roupas elegantes, tinham a pele macia e os cabelos sedosos.
Estava ele ainda maravilhado com tudo o que via, quando dele se aproxima um homem a cavalo, com uma espada na cintura, e lhe pergunta:
- Boa tarde! Como é seu nome, meu caro?
- Meu nome é Severino, não tenho outro de pia. Mas como há muitos Severinos na minha terra, para que melhor me conheçam as pessoas, passei a me chamar Severino Retirante.
- E qual é a “sua” terra? Onde fica? De onde você vem?
- Ah! Venho de onde o sol é escaldante. Lá mal se tem o que comer. Água para beber? É uma relíquia, quando há...Mas, e você, de onde é? É daqui mesmo?
- Sim, por quê?
- Por que o senhor é belo, é forte, é impávido...Diferente dos homens da minha terra, que mal conseguem equilibrar a cabeça sobre as pernas finas.
- Muito obrigado pelo elogio. Você gostaria de conhecer nosso rei?
- REI?????????!!!!!! Há um rei por aqui? De verdade?
- Sim, vamos até o castelo.
Chegando ao castleo, Severino se assusta com tanta gente que vê. O rei, vendo a aflição dele, manda todos, menos seus guardas e conselheiros, embora. Só então dirige-se a Severino.
- Boa tarde! Não se assuste! Diga-me quem é você e de onde vem.
- Sou Severino Retirante, venho de um lugar onde só pedras brotam do chão e onde o rio mais largo e fundo é o da fome.
- E o que o traz até nossa pátria amada, que conseguimos conquistar com braços fortes?
- Venho em busca de uma vida melhor. De bosques verdes e floridos. De um chão onde se possa plantar e colher.
- Como era sua vida, na sua terra?
- Comia somente quando havia o que e, havendo ou não, trabalhava de sol a sol, tentando tirar das pedras algum sustento.
- Pois você chegou ao lugar certo: aqui nossos campos têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossas lavouras mais frutas, legumes e verduras. Aqui toda gente tem mais amor, pois vivemos sob o manto das glórias conquistadas no passado, da paz esperada para o futuro e do trabalho com afinco no presente.
Comovido com a história de Severino, o rei então lhe perggunta:
- Se eu lhe der um trabalho nas lavouras reais, você daria conta do serviço?
- Claro! O senhor não vai se arrepender, mas...se não for pedir muito...preciso de um pouco de comida e água!
_ Com certeza! Comerá muito bem, beberá água sempre que tiver sede e até um pouco de vinho, quanto tiver vontade. Trabalhará durante o dia e descansará à noite. Sua morada será na Vila Real. Agora vá, os guardas o acompanharão até sua nova casa. Descanse porque o trabalho começa cedo amanhã.
Chegando a sua nova morada, Severino avista seus novos vizinhos: à esquerda, os sete anões, que irão ajudá-lo a se adaptar ao trabalho nas lavouras reais; à direita, as fadas, que fazem verdadeiros banquets para todos no reino; na casa da frente, uma linda cinderela, que logo, logo passará a ser a dona do coração de Severino.
Severino entrou, olhou tudo a sua volta e pensou: “ Poxa, se eu tivesse ‘pulado da ponte da vida’, nunca tria chegado a esse reino de magia!”
Naquela noite Severino dormiu um sono profundo, mas leve. Sonhou que todos que havia deixado na Serra da Costela também estavam com ele, trabalhando nas lavouras reais. Comendo e bebendo, sentindo-se GENTE.
Assim, Severino Retirante nos ensinou que para viver, o mais importante é nunca desistir dos nossos sonhos, pois são eles que nos movem para atravessar qualquer obstáculo, inclusive o rio da fome, da miséria e do preconceito.
Bianca / Jaqueline e Manoela (8ª Série/Turma 83- 2011)
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